sábado, 4 de setembro de 2010

Eu odeio,

o jeito como eu preciso tanto de você, odeio ficar esperando horas pra te ver, esperando ansiosamente por um olhar, por uma palavra. Eu odeio te ver e te desejar tanto, eu odeio não ser forte o bastante pra não me importar com você, odeio ser tão efusiva ao se tratar de você. Parece que nunca é o bastante, parece que nunca vai ser suficiente. Me diga, como eu poderia viver agora? Como eu poderia respirar? Como eu poderia amar, se você está tão longe? Como eu poderia não sonhar, não esperar algo mais? Eu não sei o que pensar, não sei o que fazer. Eu me sinto tão vazia, tão fracassada. Me sinto inútil, distante, sozinha. E eu não posso fazer nada, além de te ver indo embora. Mas eu espero, do fundo do meu coração, que você volte. Que volte e que fique pra sempre, porque eu não aguento mais ficar assim.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Te deletei?

"Conheço de longe, ou tão de perto, a tensão sexual: é a fome matadora que enjoa. É estar inflada demais pra se saciar, mas de um tamanho desproporcional para ficar saciada. Não faz sentido e é bem bobo de querer fazer. É vontade de mastigar algo, mas uma mão sai de dentro do estômago, passa pela boca e quer estapear o mundo. É desejo de porcaria e necessidade de vitamina. É preciso triturar, mas só passa líquido, quando passa". Então me bateu uma tristesa e um sentimento de culpa por querer comer besteira.
"Dai decidi que agora não. Ah, agora não. Tudo de novo? Não. Então peguei meu celular, assim, meio ocupada, óculos e tal e mordendo o lábio inferior um pouco ressecado e, sem dó, deletei seu número de celular. Deletei as mensagens de texto também. E deletei seu nome e as fotos e a música e tudo.
E deletei você de tudo que me informa da sua vida e do lugar mais difícil de todos: do lixo do computador. Foi quando piorei". " Vi sua casa e ateei fogo". Alias minha vontade era de atear fogo.
"E nada adiantou. Porque você é antes de agora. Então voltei no mundo e deletei seu começo. E deletei o mundo. E deletei a explosão cósmica.
E nada adiantou, nada, porque desejo se forma em um lugar que é de onde somos também. Então eu teria que me deletar. E não adiantaria de agora, tipo: “não existo! Valendo!”. Teria que ser de antes. Mas complicou demais".
E enfim, não te deletei, não te esqueci e não faria nada diferente.