borboletas do inferno
my butterflies desire to catch you.
quinta-feira, 30 de maio de 2013
"Eu te odeio...
disse ela para um homem cujo crime único era o de não
amá-la. "Eu te odeio", disse muito apressada. Mas não sabia sequer como se fazia. Como cavar na terra até encontrar a água negra, como abrir passagem na terra dura e chegar jamais a si mesma?
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
You ever love...
...somebody so much, you can barely breathe. When you're with them, you meet and neither one of you even know what hit the. Got that warm fuzzy feeling, yeah them chills used to get them.
Now you're getting fucking sick of looking at them. You swore you've never hit them, never do nothing to hurt them.
Now you're in each other's face spewing venom and these words.When you spit them, you push pull each other's hair.
Scratch, claw, bit them, throw them down, pin them. So lost in the moments.
When you're in them it's the craze that the corporate controls you both. So they say it's best to go your separate ways.
Guess that they don't know ya, cause today that was yesterday, yesterday is over.
It's a different day. Sound like broken records playing over but you promised her next time you'll show restraint. You don't get another chance, life is no Nintendo game.
But you lied again, now you get to watch her leave out the window. Guess that's why they call it window pane ♫
Now you're getting fucking sick of looking at them. You swore you've never hit them, never do nothing to hurt them.
Now you're in each other's face spewing venom and these words.When you spit them, you push pull each other's hair.
Scratch, claw, bit them, throw them down, pin them. So lost in the moments.
When you're in them it's the craze that the corporate controls you both. So they say it's best to go your separate ways.
Guess that they don't know ya, cause today that was yesterday, yesterday is over.
It's a different day. Sound like broken records playing over but you promised her next time you'll show restraint. You don't get another chance, life is no Nintendo game.
But you lied again, now you get to watch her leave out the window. Guess that's why they call it window pane ♫
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
" Coitado de você, querido"
Gosto
de desafio. Gosto de me infiltrar na vida de um cara que diz não saber
amar, não querer se prender. Quando ele percebe, já sou parte dele. A
pior parte é deixar de ser, demorei a aprender. Mas desafio é desafio.
Sou puxada, como um imã, pra essa gente mal resolvida emocionalmente,
essa gente que recua, pula pela janela. Quem sabe é algum tipo de
missão, essa coisa de cuidar, curar, ensinar e ver um pedaço de você
voando, desapegado, pela janela. Talvez seja só uma acomodação
masoquista de quem é bem mais familiarizada com a dor e esse lado
complexo e conturbado das pessoas e relações. Pode ser só medo de
alguém, desses organizados demais por dentro, chegar me mostrando que
felicidade é uma coisa completamente diferente de tudo que eu sempre
acreditei e me apeguei a vida toda. E eu ter que me virar do avesso,
pela milésima vez, e rasgar por desgaste. Meu pavor da linha tênue entre
ser corajosa e ser covarde ser rompida por um carinha certinho.
Acontece que minha bagunça é tudo que eu tenho pra oferecer, mas ela
precisa ser acolhida e não arrumada. Se tirar uma peça do lugar, eu não
me encontro mais e aí sobra quem aqui? Uma boneca de argila do cara que
não se assusta com a vida? Que Deus me livre e me guarde. Tô dispensando
essa felicidade embrulhada pra presente, com um laço vermelho. Não sei
lidar e prefiro distância dos politicamente corretos, emocionalmente
maduros, sabichões de plantão. Nasci assim, dona da verdade e não admito
alguém me questionando ou discordando de mim todo o tempo. Que Deus me
defenda de lição de moral no café da manhã. Me disponho aos que não
sabem o que fazer, mas fazem assim mesmo, de olhos vendados. Essa
felicidade em conta-gotas, que vicia e sacia em doses homeopáticas. Tem
coisa mais linda? Me proponho a ficar hoje, amanhã e até quando der, sem
grade na janela. Aceito as desculpas por ele não saber isso, não
conseguir aquilo. Reconheço e não resisto aos esforços do cara mais
desajeitado do mundo, tentando, do jeito mais torto possível, ser tudo
que ele leu numa revista sobre o que as mulheres esperam. Porque,
sinceramente? Ainda que tudo acabe, eles vão embora com um pouquinho de
mim e tudo que eu sou e acredito. A gente aprende um com o outro e se
encontra um dia, por aí. O cara que sabe de tudo, se acha superior e tão
mais evoluído a ponto de não precisar aprender, só acha que ensina e
parte com pena de quem ficou, coitada de quem perdeu tão bom partido.
Que preguiça.
Gosto
de desafio. Gosto de me infiltrar na vida de um cara que diz não saber
amar, não querer se prender. Quando ele percebe, já sou parte dele. A
pior parte é deixar de ser, demorei a aprender. Mas desafio é desafio.
Sou puxada, como um imã, pra essa gente mal resolvida emocionalmente,
essa gente que recua, pula pela janela. Quem sabe é algum tipo de
missão, essa coisa de cuidar, curar, ensinar e ver um pedaço de você
voando, desapegado, pela janela. Talvez seja só uma acomodação
masoquista de quem é bem mais familiarizada com a dor e esse lado
complexo e conturbado das pessoas e relações. Pode ser só medo de
alguém, desses organizados demais por dentro, chegar me mostrando que
felicidade é uma coisa completamente diferente de tudo que eu sempre
acreditei e me apeguei a vida toda. E eu ter que me virar do avesso,
pela milésima vez, e rasgar por desgaste. Meu pavor da linha tênue entre
ser corajosa e ser covarde ser rompida por um carinha certinho.
Acontece que minha bagunça é tudo que eu tenho pra oferecer, mas ela
precisa ser acolhida e não arrumada. Se tirar uma peça do lugar, eu não
me encontro mais e aí sobra quem aqui? Uma boneca de argila do cara que
não se assusta com a vida? Que Deus me livre e me guarde. Tô dispensando
essa felicidade embrulhada pra presente, com um laço vermelho. Não sei
lidar e prefiro distância dos politicamente corretos, emocionalmente
maduros, sabichões de plantão. Nasci assim, dona da verdade e não admito
alguém me questionando ou discordando de mim todo o tempo. Que Deus me
defenda de lição de moral no café da manhã. Me disponho aos que não
sabem o que fazer, mas fazem assim mesmo, de olhos vendados. Essa
felicidade em conta-gotas, que vicia e sacia em doses homeopáticas. Tem
coisa mais linda? Me proponho a ficar hoje, amanhã e até quando der, sem
grade na janela. Aceito as desculpas por ele não saber isso, não
conseguir aquilo. Reconheço e não resisto aos esforços do cara mais
desajeitado do mundo, tentando, do jeito mais torto possível, ser tudo
que ele leu numa revista sobre o que as mulheres esperam. Porque,
sinceramente? Ainda que tudo acabe, eles vão embora com um pouquinho de
mim e tudo que eu sou e acredito. A gente aprende um com o outro e se
encontra um dia, por aí. O cara que sabe de tudo, se acha superior e tão
mais evoluído a ponto de não precisar aprender, só acha que ensina e
parte com pena de quem ficou, coitada de quem perdeu tão bom partido.
Que preguiça.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
"Coletes Salva Vidas"
Eu tenho pena das pessoas que cruzam nossa
vida no momento que a gente tá tentando se enganar que é livre, mesmo
sendo presa de corpo e alma em outro alguém. É injusto você depositar
seus sonhos e expectativas num prisioneiro. É cruel com o
enganado e com o enganador, que chega a se convencer que é possível
viver com um, algemado em outro. Eu sou solidária a quem passa tempos
louco por um outro alguém e esse alguém resolve dar uma chance só para
fazer ciúme no babaca que não respeita ela nem quando ela tá do lado. E
sim, chama isso, ironicamente, de chance. Chance para quem, com o fim de
data marcada, aconteça o que acontecer? Chance pra que, com os
movimentos ensaiados pra quando o carinha passar, morrer por dentro? Eu
acho a pior coisa que se pode fazer pro outro. Entrar no barco com
colete salva vidas, esperando a oportunidade de se jogar em alto mar e
nadar até a morte, se preciso, pra chegar no barco que deixou ela á
deriva. Aliás, tenho aversão a qualquer um que entre em barcos com
colete salva vidas: Ou tá ali e que se danem os riscos ou não tá, não
admito que fiquem precavidos e cheios de não-me-toque,
não-quero-falar-sobre-isso. Sem julgamentos, porque todos nós já fomos
monstros desse tipo um dia, não medindo consequências pra lutar por um
amor, eu sei. Só que, o que todo mundo tem que aprender, é que luta é no
ringue, corpo a corpo, os dois e só. Envolver outros nisso é jogo
baixo, desleal. E que sejamos infantis, se preciso. Vamos bater pé,
chorar, se vingar, odiar e deixar que o nó entalado na garganta e no
coração se desfaça, custe o que custar. Sem querer pular pro feliz pra
sempre, ninguém supera sem fechar o ciclo de não aceitar, ser infantil,
se humilhar ou chegar perto disso, ficar muito mal, se acostumar com a
ideia, esquecer. Ninguém dorme amando e acorda sem ninguém no coração, é
um processo e dói, não vou mentir. Mas não tem atalho, isso que precisa
ficar claro. Só acho que não valha a pena uma chacina pra tentar sair
viva disso tudo. Acho que uma dor não é desculpa pra gerar tantas outras
em inocentes. É desespero demais, covardia demais, triste demais. Acho
que se enganar, é patético, mas um direito de cada um. Mas enganar o
outro, é mais que falta de maturidade, é falta de caráter.
domingo, 9 de setembro de 2012
A ferida.
O quão masoquista ou estúpido é continuar numa
história que só faz doer, só porque se não fosse amor, você,
supostamente, já teria desistido? Será que amor é isso? Tudo que eu sei é
que me transformei numa vampira de mim mesma e todo esse sangue
que ele faz escorrer todos os dias. Vez ou outra tento me alimentar de
fruta, uma coisa mais leve, mas ele me faz um corte sutil e eu não posso
evitar a recaída. O quão doentio é estranhar a felicidade? E afastar,
num reflexo, esses caras bem resolvidos e aptos a um relacionamento
saudável. Porque minha saúde é como de uma dependente química, talvez
pior. Porque ninguém vê meu estado se agravando, ninguém corre pra me
ajudar. Ninguém me interna e eu não tenho força de vontade pra me curar
só. Rejeito a cura junto com as flores, as mensagens de bom dia e essas
paixões sufocantes. Já até me corto sozinha e ninguém desconfia. Não
pense, precipitada e equivocadamente, que não sou feliz ou sou uma
dessas apáticas se arrastando por aí. Não grito minha dor, porque talvez
eu até goste ou só tenha me acostumado. Tô sempre sorrindo e não é
atuação. Tô bem assim. Só não tenta limpar todo o sangue e dividir meu
peso, minha loucura. Não vem achando que tem a minha solução, como se eu
fosse um problema. Não tenta me arrumar, porque a bagunça sou eu, você
só pode aceitar ou não. Eu sozinha sou ótima, juro. Sem obrigações,
cobranças, imposições, reajustes. Não quero me mudar ou reabilitar. Sei
lidar com a minha felicidade e tristeza, cada minuto, cada alto e baixo,
sem querer salvar meu mundo fazendo um curativo barato. Porque meu
mundo, presta atenção, não tá a perigo. Ele é isso e eu tô ótima,
reforço. Se você prefere água parada, prateleira organizada, você troca
de mundo, não tenta acalmar o meu. Tô bem sozinha, sou melhor só minha.
quarta-feira, 28 de março de 2012
"Sempre quis...
... escrever um texto infinito sobre você. No início, era pra ele me fazer companhia, preencher tua ausência. Mas depois, foi porque o cara que eu me apaixonei só existia ali, nos meus textos."
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
O que é amor?
A palma de sua mão fica suada, seu coração acelera, e sua voz fica presa no peito? Isso não é amar, é gostar. Você não consegue manter seus olhos ou suas mãos longe dessa pessoa, estou certa? Isso não é amor, é desejo. Você esta orgulhosa, ansiosa para mostrá-la? Isso não é amor, é orgulho. Você gosta dele por que você sabe que ele está lá? Isso não é amor, é solidão. Você está lá por que é o que todo mundo quer? Isso não é amor, é lealdade. Você está lá por que ele te beijou ou segurou sua mão? Isso não é amor, é insegurança. Você continua com ele por causa de suas confissões de amor e por que você não quer machucá-lo? Isso não é amor, é piedade. Você continua a pertencer a ele por que vê-lo faz seu coração pular? Isso não é amor, é paixão. Você perdoa os erros dele por que você se importa com ele? Isso não é amor, é amizade. Você daria todas as suas coisas favoritas em consideração por ele? Isso não é amor, é caridade. Seu coração quebra e dói quando ele está triste? Então é amor. Os olhos dele veêm seu verdadeiro coração e tocam sua alma tão profundamente que dói? Então é amor. Você continua com ele por que uma cegante e incompreensível mistura de dor e conexão puxa você pra perto e te segura lá? Então é amor. Você aceita os erros dele porque são parte de quem ele é? Então é amor. Você se sente atraída à outros, mas continua com ele fielmente e sem se arrepender? Então é amor. Você daria a ele seu coração, sua vida, sua morte?
Pense nisso por um segundo.
Pense nisso por um segundo.
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